segunda-feira, 26 de junho de 2017

Seja Mãe Integral






Dia desses eu conversava com uma mãe pós-moderna, completamente assoberbada pelas atividades fora do lar. Ela me dizia: "não sei se conseguiria viver em casa, cuidando dos meus filhos". Tal como ela, muitas mulheres temem não se afeiçoarem do lar e ainda perder a chance de estarem inseridas no mercado de trabalho.

Elas esquecem que o vínculo se forma no contato diário, no entrosamento constante, no dar e receber. Se nos distanciamos, criaremos outros vínculos, que se tornarão igualmente necessários à nossa vida. Logo, a questão não é se o trabalho me completa como pessoa ou traz sentido à minha existência, mas que substitutos estou colocando no lugar da maternidade comprometida. Tão logo você estabeleça relações de afetividade com aquelas pequenas criaturas que saíram do seu ventre, você perceberá quão difícil será trocá-las por outras relações estabelecidas no mundo frio dos negócios e carreira.

Como qualquer relacionamento, se não estabelecermos contato diário e profundo, compartilhando alegrias e tormentos, não nos apegaremos, ainda que sejam criaturas das nossas entranhas. Depois, não estranhe se seus filhos, adolescentes, parecerem tão estranhos, tão indiferentes, tão desprovidos de amor para com você, mãe. Enquanto há tempo, estabeleça vínculos!

Eu disse para aquela mãe temerosa: "fique em casa com seus filhos por um ano. Você não vai mais querer deixá-los, por mais que o salário pareça tentador e as conquistas profissionais, necessárias. Suas prioridades vão mudar, por certo. Mas outras ocuparão o lugar com maior intensidade e necessidade. Experimente!"

Se forem dadas essas oportunidades às mulheres, muitas abandonariam a sede pela construção de carreiras. É por isso que o feminismo não quer mulheres em casa, mas, homens que dividam o trabalho doméstico. Não caia nessa. Você não vai perder o tempo de estabelecer os melhores e maiores vínculos de sua vida por "um prato de lentilhas" da carreira, não é? Seja esperta. Não banque o Esaú para depois não chorar amargamente.