segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Perigos para o Matrimônio

Por Dom Marcel Lefebvre

Traduzido por Andrea Patrícia


holymatrmony

Já se passaram quase 20 anos desde que o nosso Santo Padre, o Papa Pio XI, escreveu em sua memorável Encíclica Casti Connubi estas palavras:



"Não é mais clandestinamente, ou no escuro, mas também em público, deposto todo o senso de pudor, tanto por viva voz quanto por escrito, como nas performances de todos os tipos, e por meio de romances, contos e comédias, cinema, rádio, enfim, em todas as invenções da ciência moderna, que se viola e ridiculariza a santidade do casamento, enquanto os divórcios, o adultério e os vícios mais torpes são exaltados ou pelo menos pintados com tais cores que aparecem livres de toda a culpa e vergonha (...). Essas doutrinas são incutidas em todos os tipos de homens, ricos e pobres, trabalhadores e empregadores, instruídos e ignorantes, solteiros e casados, fiéis e ímpios, adultos e jovens, sendo estes, principalmente, mais fáceis de seduzir, a quem colocam os piores ardis".

E o Papa Pio XI, acrescentava: "Nós, portanto, a quem o Pai de família pôs para a custódia de seu campo, a quem urge o ofício sacrossanto de garantir que a boa semente não seja sufocada por ervas daninhas, Nós julgamos como dirigidas pelo Espírito Santo aquelas palavras terríveis com que o apóstolo Paulo exortou seu amado Timóteo: "Tu, porém, vigia, cumpre o teu ministério, prega, insta oportuna e importunamente, argumenta, suplica, repreende com toda a paciência e doutrina”.

Queridos irmãos, nós acreditamos hoje um dever fazer nossas estas palavras. Não passam semanas, se não dias, que não tenhamos que deplorar o espetáculo dos lares desfeitos, casamentos desfeitos, cuja separação é mais definitiva por causa de outras uniões adúlteras, ou que não tenhamos que provar a ilegitimidade das uniões que se podiam acreditar regulares. Quantos dramas de consciência, quantas dores morais escondidas!

Porém, mais grave é a constatação de uma ignorância inconcebível sobre as obrigações do matrimônio, como se esta união só dependesse da vontade humana, e como se os direitos e obrigações que dela decorrem não existissem senão na medida em que cônjuges os desejem. Ou, se conhecem as leis que regem o casamento, não compreendem o rigor e, frente a muitos exemplos de pessoas que violam tais leis, não entendem que a liberdade não é aceita pela Igreja como mais consistente com o espírito moderno.

Quantas vezes, durante o questionário detalhando sobre as obrigações do casamento, ouvimos reflexões que testemunham ignorância incrível de tudo o que este contrato tem de sério e sagrado.

Não é raro encontrar, mesmo entre aqueles que ainda têm, graças a Deus, uma ideia clara da importância e santidade do matrimônio, uma indulgência, ou mais exatamente uma tolerância benevolente para com as separações e para com as uniões livres, que não deixam de ser um verdadeiro escândalo, especialmente para a juventude.

Com a presença de filmes e performances que oferecem tudo o que é contrário à moral e à santidade do casamento, acaba se acostumando com tudo o que teria de ser considerado como um objeto de censura.

Até mesmo em alguns lares católicos as conversas sobre estes temas são frequentes e não revelam qualquer desaprovação, com grande prejuízo para os jovens que escutam. Não se teme introduzir revistas ou romances em casa onde o casamento estável, infalível, é ridicularizado em favor da união egoísta e fugaz.

Esse acostumar-se dos âmbitos católicos ​​às ideias falsas espalhadas pelos não católicos é gravemente prejudicial para a santidade do casamento.

Quantos lares seriam mais dignos, mais unidos, mais apaziguados, se o marido procurasse uma recreação saudável, em vez de ser dado a beber, se as mulheres fossem mais modestas do que entregues a vaidades. Frente estas verificações, queridos irmãos, pensamos que era urgente lembrá-los brevemente sobre os eternos princípios que regem o casamento, indicando especialmente a sua origem e as suas propriedades essenciais.


Original aqui.

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