terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Conselhos das revistas femininas dos anos 50 e 60






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Pois é, os tempos mudaram! Conselhos como estes abaixo nós não vemos mais nas revistas femininas. Uma leitora enviou para mim estas frases extraídas de revistas femininas dos anos 50 e 60. É bem interessante. Há verdades e há exageros, coisas daquela época. Há um certo artificialismo, mas há também um apelo à doçura feminina. Vejam que interessante:





- Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas.
(Jornal das Moças, 1957)

- Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto.
(Revista Claudia, 1962)

- A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa.
(Jornal das Moças, 1945)

- A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas, nada de incomodá-lo com serviços domésticos.
(Jornal das Moça, 1959)

- A esposa deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa.
(Jornal das Moças, 1955)

- Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa.
(Jornal das Moças, 1957)

- A mulher deve estar ciente de que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara. (Revista Claudia, 1962)

- Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva, na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu.
(Revista Querida, 1954)

- O noivado longo é um perigo.
(Revista Querida, 1953)

- É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido.
(Jornal da Moças, 1957)

- O lugar de mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza.
(Revista Querida, 1955).


"Independente da hora que chegar, seu marido deve ser recebido com um jantar na mesa." (Revista Claudia, 1962)

“A mulher deve se manter pura e casta antes do casamento, como ele sempre idealizou." (Revista Claudia, 1962)


“Para ser uma esposa 100% você deve conhecer um pouco  de cozinha (...) a mulher  conquista o homem pelo o coração, mas poderá conservá-lo pelo estômago (...)”. (JM 02.10.58)


“A cozinha pode ser a causa do naufrágio de um lar ou de seu levantamento ”.  (J M 27. 09. 45)


 “Podem brilhar ofuscantemente os olhares mais sedutores e  desenvolverem- se em  malabarismos  de elegância as  mulheres  que em  concorrência  louca e  desmedi da  se exibem  mas  jamais se  sobreporão  à  mulher  do  lar (.. .) ”.  (Jornal das Moças - 45)


“As mulheres que se sentem alguém não temem as rugas nem as sirigaitas. Sabem que cada pessoa possui algo absolutamente seu, inimitável, intransferível; têm razão de supor que foram escolhidas e amadas por esse algo que os anos não roubam, que as outras mulheres, ainda que mais belas, não põem em perigo.  Sua personalidade, sua identidade está nelas, não no marido, nos filhos, na casa... ”


(Cl 11. 63)




2 comentários:

  1. Ótimo como sempre! Contudo, me permite uma precisão: infelizmente, a última citação já traz o veneno do feminismo, que fica claro na última sentença: "Sua personalidade, sua identidade está nelas, não no marido, nos filhos, na casa". Ou seja, incita a mulher a se livrar do jugo do marido, dos filhos e da casa. Em 1963 já fervilhava nas revistas femininas a peste do feminismo.

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  2. Bem observado, Giulia! É um artigo interessante para notar as mudanças que já estavam ocorrendo naquela época.

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