quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Vaidades que geram progresso

Texto bastante interessante:



Vaidades que geram progresso


Trechinho:


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"A rainha Maria Antonieta (porta-retrato acima) consumiu rios de dinheiro com roupas e joias. Foi caluniada de modo implacável pelos revolucionários, embora fosse dela o direito de usar assim todo esse dinheiro que lhe pertencia. Ao ser introduzida aos 15 anos na corte francesa, uma preceptora despertou sua atenção para o grande papel que poderia exercer em todo o reino por meio da moda. Realçou a perspectiva, comentando que cada novo modelo de chapéu, cada novo tipo de renda, geraria meios de vida e condições de trabalho para milhares de artesãos. Muitos que se dedicavam à tecelagem e à costura progrediram, criando tecidos e trabalhos maravilhosos voltados para essa “vaidade” da rainha e das inúmeras damas que a emulavam. Pode-se afirmar com segurança que o bom gosto, a elegância e vários tipos de artesanato regrediram ou pararam de progredir quando ela foi caluniada, perseguida e guilhotinada.


Havia só vaidade culpável no comportamento dela? Seria uma afirmação muito tacanha, não lhe parece?"

2 comentários:

  1. As pessoas num determinado contexto, generalizam tudo. Hoje em dia a indústria da moda vive de marcas e muito marketing, mas poucos se preocupam com a qualidade do tecido, com o corte. Quantas vezes fui comprar roupas simples em lojas de departamentos, mas percebe-se a costura toda torta.
    E pensar em moda desde os tempos mais antigos está associado à futilidade, infelizmente.
    Esses dias fui num escritório e fui atendida por um sujeito que parecia ter vindo da praia, nem uma polo, um sapato, mas uma camiseta maltrapilha. As pessoas não fazem o mínimo.
    Vestir-se adequadamente é cortesia para com os outros. Quantas vezes vejo adolescentes que estudam em boas escolas parecendo mendigos ?
    É uma hipocrisia negar a importância social da moda, mesmo em tempos de Made in China..

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  2. Sim, Agatha, eu também vejo claramente hoje como é hipocrisia negar que a moda, que os costumes relativos a apresentação em público, tenham importância. Vivemos em sociedade, temos que respeitar o outro, agir com decoro, não ferir os olhos, os ouvidos e o olfato do próximo com a falta de asseio e de apresentação adequada. Mas hoje parece que tudo é permitido, e quem se importa mais com essas coisas pode ser rotulado como fútil, vaidoso. Exageros existem, mas não podemos tomar os exagerados, as vítimas da moda, como parâmetro.

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