quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A morte de uma mulher bombeiro

Por Laura Wood


Traduzido por Andrea Patrícia



 Christi Rodgers-bombeiro1Christi, seu filho e seu marido

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Christi Rodgers, uma mulher bombeiro voluntária de 26 anos de idade, deu à luz seu primeiro filho um mês atrás. Esta manhã, ela foi acordada subitamente às 5 horas por um alarme de emergência para incêndio. Ela nunca chegou ao local do incêndio. A mulher da Pensilvânia teve uma parada cardíaca após a chamada e agora seu filho e seu marido estão sem a mãe e a esposa. Talvez ela fosse morrer jovem de qualquer jeito. Mas não se pode deixar de pensar se a chamada repentina em sua frágil condição não causou sua morte. (Veja o que diz o comentarista abaixo. Ela teve o bebê por uma Cesariana. Ela não estava apenas cuidando de um recém-nascido, mas recuperando-se de uma grande cirurgia).


Christi Rodgers-bombeiro


Isso é muito triste, como também é [triste] a ideia de uma nova mãe trabalhando como mulher bombeiro. Na verdade, a ideia de uma mulher bombeiro é completamente triste e ultrajante. O feminismo corroeu tanto a aversão natural de colocar a mulher em perigo que muitos sequer questionam o aumento da prevalência de mulheres bombeiros e soldados e policiais – ou considerem as ramificações. Agora se espera rotineiramente que mulheres grávidas ou que estão se recuperando de um parto façam um grande esforço para se superar. E eles chamam a isso de liberação?


Talvez Rodgers amasse ser uma mulher bombeiro. Talvez ela fosse boa nisto. Mas não deveriam ter permitido que ela fosse uma mulher bombeiro a não ser que ela vivesse numa cidade com severa falta de homens.


 — Comentários —


Um leitor escreve:


Aparentemente, a morte dela foi resultado do desenvolvimento de coágulos nas pernas após a Cesárea. Seu filho era prematuro de várias semanas. Ela havia sido internada ficando de cama antes do nascimento, bem como após o nascimento. Hoje foi o seu primeiro dia de volta ao trabalho. Ela morreu de embolia pulmonar. É muito trágico. O jornal pinta uma imagem surreal de uma amada mulher bombeiro, mas a realidade de sua vida é ainda mais trágica.


Terry Morris escreve:


A seleção de novos bombeiros nestes departamentos voluntários é geralmente feita por voto democrático. Quando meu pai era o Chefe do corpo de bombeiros de minha cidade natal minha irmã mais nova decidiu que ela queria ser mulher bombeiro. Ela recebeu votos contrários categoricamente de acordo com meu pai (isto aconteceu provavelmente há dez anos), e devido à influência nada pequena de sua mãe. :-)


“Talvez ela fosse boa nisto.”


Eu duvido muito que ela fosse boa no combate ao fogo, julgando por sua aparência nas fotos (ela não parece particularmente forte ou ‘em forma’ para mim). Quando eu estava no departamento voluntário do corpo de bombeiros meses atrás, eu me encontrei em diversas situações com risco de vida que dependiam de força, de resistência, de um bom par de pulmões e da habilidade de ficar calmo e de pensar claramente em situações de alto estresse. Em outras palavras, juventude e masculinidade. Eu posso conceder que ela pode ter sido "boa" na expedição ou girando botões sobre o veículo(s), mas isso não é exatamente combater incêndios.


Publicado em 24 de outubro de 2014.

Original aqui.

3 comentários:

  1. Quando a mulher renuncia ao direito de ser mulher e tenta equiparar-se ao homem em praticamente tudo, ela perde a oportunidade de ser amada e protegida. O resultado é esse infelizmente.
    Precisamos antes de tudo conhecermos nossos limites e termos humildade pra reconhecermos nossas capacidades e talentos.

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  2. É mesmo, Ágatha. Eu fiquei impressionada com esta história. Como é que pode uma mulher que acabou de ter um filho (e por cesariana!), voltar a trabalhar e pior de tudo, como bombeiro? Esse mundo está louco.

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  3. […] incontinência devido a correr durante a gravidez. Ou talvez a ciência vá alcançar mulheres em carreiras menos exaltadas como a da mulher bombeiro Christi Rodgers, mulheres que forçam-se a si mesmas durante a gravidez e logo após o parto, mesmo arriscando suas […]

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